Dia 16 de novembro - Dia Nacional do Mar – alunos do 6º ano
estiveram à conversa com José Azevedo e ouviram contar “histórias dos
mares e gentes da Póvoa”.
José Azevedo - jornalista poveiro - contou aos nossos alunos curiosidades de outros
tempos e das lides daqueles que viviam do que o mar lhes dava.
Tempos em que o trabalho de homens e mulheres era difícil,
em que a religião “alimentava” a alma da comunidade piscatória mas onde o lazer
das reuniões no “intão”, espaço no areal, abrigado do vento norte, juntava os
amigos para ouvir contar as histórias do “bate solas”, da paixão do pescador do
bacalhau pela “esquimosa” da Gronelândia; dos heróis de então, sendo Cego do
Maio aquele que mais fama possuía.
Cego do Maio – o único herói marítimo português a receber a comanda da Torre e Espada das mãos do
então rei D. Luís – poveiro que era por muitos venerado e equiparado a santo e que em momentos de aflição assim se
lhe dirigiam “Valei-nos Santo Cego do Maio”!
Histórias de rivalidades bairristas – os do Sul e os do Norte - de amores
proibidos como o de Horácio, o Ramalhão do Norte ou do Fim do Mundo e da bela
rapariga do bairro Sul; histórias do casamento do João Carinhosa com a D- Rosa
Caganita, entre outras.
Assim era a vida no chamado “reino da Póvoa”, lugar pequeno de gentes orgulhosas, de costumes brandos mas próprios, de homens valentes e arrojados, de mulheres corajosas e de
fé, de crianças audazes e gaiteiras como
sardinha viva a saltar no cabaz!
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